No trapiche de Icoaraci, esperava o popopô, finalmente irei superar minhas expectativas e conhecer a famosa ilha de Cotijuba. Depois de muito esperar chegou um barco, é nesse que eu vou. Pastora Raquel era o seu nome. Perguntei o nome de um bom hotel, então fui informado que a pousada mais famosa (1989) se chamava ” Trilha Dourada “, ainda existe? Chegamos à Faveira, considerado o centro do comércio.
Também tinha uma pousada no Vai-Quem-Quer em 1991, Era do Márcio e da Lilian. Não sei se ainda existe. Marco e o Puruca? Era o comércio mais top no tempo do trapiche, perto da escola. Ainda existe? Era assim que se chamava o comércio, junto com a delegacia, o posto médico e a escola. Lá, tinha ” quase tudo ” grande variedade de produtos e era um ponto pra dar uma parada, antes de seguir viajem. Pela manhã nessa área era igual a uma feira, um mercado livre. A gente encontrava, desde peixe fresco, salgado, verduras, legumes, frutas e carnes.
E o Delson, filho do Jacaré? O irmão dele, Laércio e a Rosa, eram a “Porta de entrada da praia”, Jacarezinho. Quem lembra da ” Marinete “, Marquinho querido, você conheceu a Marinete? Era um veículo que transportava as pessoas numa carroceria. Era vermelha, forte e muito querida. Marinete aí que saudade!!!
Antes da abertura da estrada que hoje leva ao Vai-Quem Quer, Marinete tinha sua estrada interrompida logo após a casa do seu Martinho, marido da Dona Zezé, Vizinho do Sandro e da Amélia, também vizinhos eram o Seu Bené, ” Nó de Osso “, seus filhos Lamunha e Mauro. Esse perímetro era chamado ” 4 bocas”. Dali em diante, para chegar até o Vai-Quem-Quer tinha que ser a pés, seguindo por um lindo túnel verde, chão de areia branca, molhado com água cor de Coca-Cola.
No meio da estrada tinha outro comércio muito bom, o famoso ” Jacaré ” perto da casa do Ismael, irmão do ” Porco ” um morador bastante conhecido na época. Ismael tinha um barco que ficava no porto do igarapé “Pirí “. Ali era considerado o meio da ilha, e dali seguia uma estrada que levava para as praias “Funda e Flexeira”. A ” Marinete ” servia para o transporte da produção agrícola, para os estudantes e também para os visitantes. Marinete, era um veículo estilo trator de pequeno porte com uma carroceria. Seguia um caminho fechado, trilha, vento frio, pássaros, lindas borboletas, depois de aproximadamente mais 10 minutos de caminhada, ouvia-se um som forte, e via-se nas imensas árvores o sacolejar do vento . Sentia-se que algo estava para acontecer, alguma coisa realmente inesperada, e de repente como se uma pequena porta se abrisse no caminho entre as árvores, estaríamos contemplando um verdadeiro paraíso. Era o Vai-Quem-Quer, indescritível sensação. Beleza então escondida, que saltava os olhos e sem explicação, emocionava, dava até vontade de chorar
MAURO VAZ é músico/baterista e produtor musical.
Um filme passou na minha mente
.Obrigado

Praia do Vai quem quer em Cotijuba. Belém, Pará, Amazônia, Brasil, imenso Mundo.

A esposa do Seu Martinho se chamava Sesé
Vamos continuar escrevendo e mandando o link do site http://www.ecotijuba.tur.br pro pessoal. Valeu!
Quanta nostalgia. História viva! Que lindeza!
Verdade! Podemos fazer deste site um repositório das histórias e da história atual de cotijuba!